Blog e Twitter ajudam cachorro perdido a reencontrar donos em SP
Aventura de Guga fora de casa durou pouco mais de uma semana.
Grupo de publicitários recorreu às redes sociais para devolver animal.
Guga foi temporariamente chamado de Boeing e ficou famoso na internet (Foto: Arquivo pessoal) Mesmo sem saber teclar, o cachorro chamado Guga ficou famoso na internet após ganhar o blog “Cara, cadê meu dono?” e milhares de divulgadores no Twitter ávidos por descobrir quem era o dono da criaturinha fofa, educada e limpinha que carregava apenas uma coleira vermelha sem identificação.
Guga foi achado na manhã de sábado, dia 26 de setembro, quando estava perdido perambulando pela Rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Ele chamou a atenção da administradora de empresas Carolina Gradim, que passeava com a sua cachorrinha.
Carolina assumiu então a guarda temporária do cachorro, circulou com ele por alguns pet shops da redondeza na esperança de que alguém o reconhecesse. Sem sucesso, Guga foi para a casa da administradora, e três dias depois foi parar na agência de publicidade onde trabalha Tharso Vieira, cunhado de Carolina.
Foi na agência que a sorte de Guga mudou, e ele ganhou uma força-tarefa destinada a encontrar o seu dono por meio das redes sociais. “Foi um fuzuê quando ele chegou. Ninguém conseguia trabalhar”, relembra Vieira.
No blog, Guga se apresentava: “Eu tenho nome, claro, mas não conto para ninguém. Sou branquinho e champagne. As pessoas aqui não sabem exatamente minha raça, mas já os ouvi falando que pareço meio poodle e meio vira-lata”. Como precisavam dar um nome ao novo animal de estimação, o grupo o apelidou de Boeing. "Tentamos vários nomes, de Zeca, de Áquila, mas quando falei Boeing, ele atendeu".
Em menos de 24h, o blog e o Twitter de Guga bombaram. “Foram mais de 1.000 e-mails em menos de um dia”, relembra o publicitário Vieira, um dos membros da força-tarefa. “As mensagens eram as mais variadas. Tinha gente que dava parabéns pela iniciativa, que dizia que era o dono do cachorro e tinha até um dizendo: ‘Roubaram o meu Opala, me ajudem a encontrar”.
Vieira conta que o medo do grupo era que o cachorro tivesse sido abandonado em vez de estar simplesmente perdido. Mas, três dias depois que o blog entrou no ar, chegou um e-mail que chamou a atenção do grupo.
Na mensagem, a remetente dizia que o animal poderia ser dos tios dela e dava o verdadeiro nome do bicho. "Quando chamamos ele de Guga, ele surtou", relembra o publicitário. “Ela falou até de uma alergia que ele tem perto do rabo”, detalha. Confirmada a descrição do e-mail, foi marcado um encontro para o dia seguinte, a segunda-feira (5).
“Ela dizia: ‘Vocês podem fazer um teste. É só deixar o Guga na rua tal que ele vai saber o caminho”, conta Vieira. A certeza de que haviam reencontrado os donos de “Boeing” - já rebatizado de Guga - veio quando os outros dois cachorros da casa dele "surtaram" ao rever o amigo.
Guga pertence a um casal de idosos que mora na Vila Romana, na Zona Oeste de São Paulo. Pelos cálculos da força-tarefa, ele deve ter andado cerca de 5 km completamente desorientado. “A gente ficou muito emocionado em devolvê-lo. Ganhamos até uma cesta cheia de guloseimas do casal”.
As aventuras de Guga foram documentadas no blog, com direito a vídeo de reencontro e final feliz. Vieira conta que a agência está um pouco vazia, mas ficou a sensação de dever cumprido.
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ɷ("ړ)ɷ A TODOS QUE VISITAREM ESTE BLOG ɷ("ړ)ɷ
1-Lembre-se de que os bichos vivem aqui. Você é um mero convidado: comporte-se como tal.
2-Se você não quer pelos de bicho em suas roupas, fique longe dos móveis. Pensando melhor: fique de pé. Aliás, é melhor marcarmos em outro lugar.
3-Sim, os animais têm hábitos estranhos e até desagradáveis. Você certamente também tem as suas idiossincrasias – mas não deixei de convidá-lo à minha casa por causa delas.
4-CLARO que eles – e, por extensão, a casa – cheiram a bicho (foi por isso que abri as janelas e acendi um incenso!). Mas, pense bem: eles possuem um olfato umas tantas mil vezes mais sensível do que nosso e certamente nos consideram muito mais fedidos.
5-Faz parte da natureza animal tentar cheirar e investigar gente nova – é assim que eles se "apresentam". Por favor, sinta-se à vontade para fazer o mesmo.
6-Em casa que tem bicho, a segurança é mais importante do que o conforto. Bolsas, chaveiros, celulares, copos, pratos de comida, cinzeiros usados e outras traquitanas devem ficar sempre à vista! Objetos até podem ser substituídos; os bichos, não.
7-Se os bichos representassem algum perigo para minhas visitas, eu não os deixaria circularem pela casa enquanto elas estivessem presentes. Não posso, porém, impedi-los de reagir a agressões e sentimentos negativos. Os animais percebem muito bem quem gosta deles – enquanto você os respeitar, eles o respeitarão.
8-Você já tentou beijar alguém e recebeu, em troca, um empurrão? Quando um cachorro tentar lambê-lo, ou um gato esfregar-se em você, fique feliz e considere-se aceito e acarinhado. Os animais não mentem ou fingem.
Aqui, os bichos recebem a devida atenção veterinária, alimentação sadia e cuidados higiênicos. Lembre-se de que a maioria das doenças que podemos contrair no dia-a-dia é transmitida por outros seres humanos!
9-Há diversas situações nas quais os animais são preferíveis a pessoas. Afinal de contas, sempre podemos confiar integralmente em sua fidelidade e sinceridade. Como bem disse Cat Stevens na canção I Love My Dog (1966): "I love my dog as much as I love you, but you may fade, my dog will always come through" ("Eu amo meu cachorro tanto quanto eu amo você, mas você pode me deixar e ele sempre estará comigo"). Se eu for forçada a escolher entre meus bichos e um amigo, o humano perderá de goleada!
10-Para algumas pessoas eles são simples animais "irracionais". Para mim, são seres inteligentes que, casualmente, andam de quatro e podem até não "falar" tão claramente, mas se expressam muito bem. Eu não tenho qualquer dificuldade em entendê-los e, se você não consegue o mesmo, o problema não está neles.
11-Se, depois deste aviso, você ainda se sentir confortável e feliz em minha casa, volte sempre que quiser: quem é bem-vindo pelos meus bichos é bem-vindo também por mim! Até porque eles são mais perceptivos do que eu e infinitamente mais competentes em distinguir os verdadeiros amigos das pessoas de alma e coração pequenos
2-Se você não quer pelos de bicho em suas roupas, fique longe dos móveis. Pensando melhor: fique de pé. Aliás, é melhor marcarmos em outro lugar.
3-Sim, os animais têm hábitos estranhos e até desagradáveis. Você certamente também tem as suas idiossincrasias – mas não deixei de convidá-lo à minha casa por causa delas.
4-CLARO que eles – e, por extensão, a casa – cheiram a bicho (foi por isso que abri as janelas e acendi um incenso!). Mas, pense bem: eles possuem um olfato umas tantas mil vezes mais sensível do que nosso e certamente nos consideram muito mais fedidos.
5-Faz parte da natureza animal tentar cheirar e investigar gente nova – é assim que eles se "apresentam". Por favor, sinta-se à vontade para fazer o mesmo.
6-Em casa que tem bicho, a segurança é mais importante do que o conforto. Bolsas, chaveiros, celulares, copos, pratos de comida, cinzeiros usados e outras traquitanas devem ficar sempre à vista! Objetos até podem ser substituídos; os bichos, não.
7-Se os bichos representassem algum perigo para minhas visitas, eu não os deixaria circularem pela casa enquanto elas estivessem presentes. Não posso, porém, impedi-los de reagir a agressões e sentimentos negativos. Os animais percebem muito bem quem gosta deles – enquanto você os respeitar, eles o respeitarão.
8-Você já tentou beijar alguém e recebeu, em troca, um empurrão? Quando um cachorro tentar lambê-lo, ou um gato esfregar-se em você, fique feliz e considere-se aceito e acarinhado. Os animais não mentem ou fingem.
Aqui, os bichos recebem a devida atenção veterinária, alimentação sadia e cuidados higiênicos. Lembre-se de que a maioria das doenças que podemos contrair no dia-a-dia é transmitida por outros seres humanos!
9-Há diversas situações nas quais os animais são preferíveis a pessoas. Afinal de contas, sempre podemos confiar integralmente em sua fidelidade e sinceridade. Como bem disse Cat Stevens na canção I Love My Dog (1966): "I love my dog as much as I love you, but you may fade, my dog will always come through" ("Eu amo meu cachorro tanto quanto eu amo você, mas você pode me deixar e ele sempre estará comigo"). Se eu for forçada a escolher entre meus bichos e um amigo, o humano perderá de goleada!
10-Para algumas pessoas eles são simples animais "irracionais". Para mim, são seres inteligentes que, casualmente, andam de quatro e podem até não "falar" tão claramente, mas se expressam muito bem. Eu não tenho qualquer dificuldade em entendê-los e, se você não consegue o mesmo, o problema não está neles.
11-Se, depois deste aviso, você ainda se sentir confortável e feliz em minha casa, volte sempre que quiser: quem é bem-vindo pelos meus bichos é bem-vindo também por mim! Até porque eles são mais perceptivos do que eu e infinitamente mais competentes em distinguir os verdadeiros amigos das pessoas de alma e coração pequenos
