Richard Gere diz que chorou como bebê em filme sobre cãozinho sem dono



Galã de Hollywood está em 'Hachiko: a dog's story'.

Filme participa da competição no festival de Roma.



O ator Richard Gere, no Festival de Roma (Foto: AP)Richard Gere disse que chorou como um bebê quando leu o roteiro de seu novo filme - um remake baseado em uma história japonesa sobre um cão fiel que morre em uma estação de trem esperando por seu dono.

"Hachiko: a dog's story" é tão tocante, disse o ator, que ele chega a engasgar quando fala sobre o filme.

"Eu estava falando às pessoas no jantar e não consegui passar da metada da história sem começar a chorar", revelou Gere em uma entrevista coletiva depois da exibição do filme, que compete no Festival de Roma.

A história verídica de amizade entre o cachorro Hachiko e seu dono é uma lenda entre os japoneses, um povo que adora animais de estimação e que honra a lealdade acima de tudo.

Cartaz de 'Hachiko', estrelado por Richard Gere e um cão Akita (Foto: Reprodução)Mesmo uma década depois de sua morte, Hachiko costuma esperar todo dia na estação de trem de Shibuya por seu dono, um professor da Univeridade de Tóquio. As pessoas ficaram tão tocadas que construíram uma estátua a Hachiko na estação, agora um ponto de encontro popular na cidade.

A história de Hachiko, que morreu em 1935, foi transformada em filme em 1987 no Japão. A nova versão, dirigida por Lasse Hallstrom - de "Minha vida de cachorro" -, transporta a trama para uma estação em Rhode Island.

"Chorei como um bebê" ao ler o roteiro, disse Gere. "Não tinha certeza se era só uma reação sensível que estava tendo naquele dia, então li de novo uns dias depois e reagi da mesma forma. Esta é uma história de amor, que não tem nada a ver com gênero ou espécie."
Os cães que interpretam Hachiko no filme são da raça japoensa Akita - conhecidos como selvagens e difíceis de treinar. "Não conseguíamos treiná-los para fazer as coisas, mas tivemos de criar um ambiente de confiança para eles", afirmou Gere.
O filme fez sua première nos Estados Unidos em junho, durante o Festival Internacional de Seatle, e estreou no Japão em agosto.
e agora estreia em Roma na quarta mostra do circuito internacional de cinema.
 

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1-Lembre-se de que os bichos vivem aqui. Você é um mero convidado: comporte-se como tal.

2-Se você não quer pelos de bicho em suas roupas, fique longe dos móveis. Pensando melhor: fique de pé. Aliás, é melhor marcarmos em outro lugar.

3-Sim, os animais têm hábitos estranhos e até desagradáveis. Você certamente também tem as suas idiossincrasias – mas não deixei de convidá-lo à minha casa por causa delas.

4-CLARO que eles – e, por extensão, a casa – cheiram a bicho (foi por isso que abri as janelas e acendi um incenso!). Mas, pense bem: eles possuem um olfato umas tantas mil vezes mais sensível do que nosso e certamente nos consideram muito mais fedidos.

5-Faz parte da natureza animal tentar cheirar e investigar gente nova – é assim que eles se "apresentam". Por favor, sinta-se à vontade para fazer o mesmo.

6-Em casa que tem bicho, a segurança é mais importante do que o conforto. Bolsas, chaveiros, celulares, copos, pratos de comida, cinzeiros usados e outras traquitanas devem ficar sempre à vista! Objetos até podem ser substituídos; os bichos, não.

7-Se os bichos representassem algum perigo para minhas visitas, eu não os deixaria circularem pela casa enquanto elas estivessem presentes. Não posso, porém, impedi-los de reagir a agressões e sentimentos negativos. Os animais percebem muito bem quem gosta deles – enquanto você os respeitar, eles o respeitarão.

8-Você já tentou beijar alguém e recebeu, em troca, um empurrão? Quando um cachorro tentar lambê-lo, ou um gato esfregar-se em você, fique feliz e considere-se aceito e acarinhado. Os animais não mentem ou fingem.
Aqui, os bichos recebem a devida atenção veterinária, alimentação sadia e cuidados higiênicos. Lembre-se de que a maioria das doenças que podemos contrair no dia-a-dia é transmitida por outros seres humanos!

9-Há diversas situações nas quais os animais são preferíveis a pessoas. Afinal de contas, sempre podemos confiar integralmente em sua fidelidade e sinceridade. Como bem disse Cat Stevens na canção I Love My Dog (1966): "I love my dog as much as I love you, but you may fade, my dog will always come through" ("Eu amo meu cachorro tanto quanto eu amo você, mas você pode me deixar e ele sempre estará comigo"). Se eu for forçada a escolher entre meus bichos e um amigo, o humano perderá de goleada!

10-Para algumas pessoas eles são simples animais "irracionais". Para mim, são seres inteligentes que, casualmente, andam de quatro e podem até não "falar" tão claramente, mas se expressam muito bem. Eu não tenho qualquer dificuldade em entendê-los e, se você não consegue o mesmo, o problema não está neles.

11-Se, depois deste aviso, você ainda se sentir confortável e feliz em minha casa, volte sempre que quiser: quem é bem-vindo pelos meus bichos é bem-vindo também por mim! Até porque eles são mais perceptivos do que eu e infinitamente mais competentes em distinguir os verdadeiros amigos das pessoas de alma e coração pequenos